A mala viajante traz… O Grufalão e umas bolachas especiais! 🧳🍪
A minha mala viajante vai de sala em sala, levando histórias que convidam as crianças a imaginar, conversar e descobrir.
Desta vez, abre-se para receber «O Grufalão», de Julia Donaldson, com ilustrações de Axel Scheffler. Uma aventura pela floresta que continua depois da leitura… com as mãos na massa! 💛
📖 A história
Um pequeno rato passeia pela floresta e encontra uma raposa, uma coruja e uma cobra. Todas parecem muito simpáticas, mas têm uma intenção pouco amistosa: comê-lo!
Para se proteger, o rato inventa uma criatura assustadora — o Grufalão — e descreve as suas características aos animais, que acabam por fugir.
Só que, para sua surpresa, o Grufalão existe mesmo! E também gostaria de comer o rato…
O pequeno protagonista volta a usar a esperteza: convence o Grufalão a acompanhá-lo pela floresta, dizendo que todos os animais têm medo dele. Ao vê-los fugir, o Grufalão acredita no rato, sem perceber que é a sua própria presença que os assusta.
Uma história divertida para conversar sobre imaginação, medo e formas de resolver problemas.
👉 Ver a história «O Grufalão» no Histórias com Amor
💬 Vamos conversar?
Antes de preparar as bolachas, podemos explorar as ilustrações e perguntar:
Que animais encontrou o rato?
Como é o Grufalão? Que pormenores conseguimos descobrir?
Porque fugiram os animais?
Como resolveu o rato os seus problemas?
Quando sentimos medo, a quem podemos pedir ajuda?
As crianças podem responder pela fala, por gestos, apontando para o livro ou escolhendo imagens das personagens.
🍪 Da história às bolachas
O desafio é transformar a massa numa personagem: modelar uma cara, acrescentar orelhas, inventar dentes e escolher os pormenores.
Cada Grufalão pode ser diferente! Valorizamos as escolhas e as tentativas de cada criança, sem exigir que todas reproduzam o mesmo modelo.
👩🍳 Ingredientes
300 g de farinha de trigo
200 g de manteiga amolecida
100 g de açúcar
Para uma versão castanha, substituir 20 g de farinha por 20 g de cacau sem açúcar.
🥣 Preparação
Misturar a manteiga amolecida com o açúcar.
Juntar a farinha e envolver até formar uma massa unida, sem amassar em excesso.
Levar ao frigorífico durante 20–30 minutos.
Dividir a massa e modelar as bolachas sobre papel vegetal, com cerca de 1 cm de espessura. Manter uma espessura semelhante ajuda a cozerem de forma uniforme.
Acrescentar os pormenores, pressionando-os ligeiramente para aderirem à massa.
Levar ao forno preaquecido a 180 °C, durante 12–18 minutos, conforme o tamanho, até os bordos começarem a dourar.
Deixar arrefecer no tabuleiro antes de retirar: as bolachas ficam mais firmes ao arrefecer.
🎨 Como decorar?
Podemos criar olhos, orelhas, dentes e outras características com pequenas porções da própria massa ou experimentar pedacinhos de bolacha.
Os frutos de casca rija só devem ser utilizados quando adequados à idade e às necessidades das crianças, considerando alergias e risco de engasgamento. Para crianças pequenas, prefira os pormenores feitos com a própria massa.
Confirme também as restrições alimentares relativas à farinha, à manteiga e às bolachas utilizadas. A utilização do forno fica a cargo de um adulto.
💡 Aprender enquanto fazemos
Esta atividade oferece oportunidades para explorar:
Linguagem: nomear personagens, ingredientes e ações.
Matemática: pesar ingredientes, contar porções e comparar tamanhos.
Sequências: perceber o que fazemos primeiro, depois e no final.
Motricidade fina: misturar, pressionar, modelar e colocar pormenores.
Criatividade: representar a personagem através de escolhas próprias.
Cooperação: partilhar materiais e participar numa tarefa comum.
Adaptar para incluir
Para facilitar a participação, podemos:
Apresentar a receita com fotografias ou pictogramas, mostrando um passo de cada vez.
Disponibilizar porções preparadas e limitar a quantidade de materiais sobre a mesa.
Usar uma base antiderrapante e utensílios fáceis de segurar.
Oferecer escolhas simples: “Queres fazer as orelhas ou os olhos?”
Dar tempo para experimentar e apoio apenas na medida necessária.
Cada criança pode contribuir de diferentes formas: escolher, misturar com apoio, modelar, indicar o próximo passo ou observar.
Participar não implica fazer tudo da mesma maneira. Respeitamos o ritmo, as preferências sensoriais e a vontade de tocar ou provar.
💛 Gosto de histórias que continuam depois de fecharmos o livro. Às vezes, continuam numa conversa; outras, numa bolacha inventada com farinha nas mãos.
E a mala? Fica pronta para levar uma nova aventura à sala seguinte… 🧳



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