Curta-metragem de animação | Fundación Ian
Resumo
- Ian quer brincar e participar com as outras crianças, mas encontra
barreiras e atitudes de exclusão.
- A animação representa o isolamento e a dificuldade de fazer parte do
grupo.
- A mudança acontece quando as outras crianças se aproximam e se
envolvem na construção de uma resposta conjunta.
Mensagem da história
- Todas as crianças têm direito a brincar, participar e pertencer.
- A inclusão exige transformar atitudes e eliminar barreiras.
- Apoiar alguém implica escutar e respeitar as suas escolhas.
- Cada pessoa pode contribuir para que ninguém fique de fora.
Sugestões de atividades
- O que impede a participação?
identificar barreiras no filme e no recreio: acessos, regras das
brincadeiras ou atitudes dos colegas.
- Uma brincadeira para todos: escolher
um jogo e adaptar materiais, regras e formas de participação, ouvindo as
crianças.
- Antes de ajudar, perguntar: dramatizar
situações em que se oferece apoio: «Queres ajuda?» e «Como preferes
participar?».
- O nosso recreio inclusivo: desenhar
ou construir uma proposta de recreio onde todos possam brincar. Permitir
contributos por fala, gestos, imagens ou objetos.
Pergunta para conversar:
«O que podemos mudar nas nossas brincadeiras para que todos tenham lugar?»

Há dois anos, um “Ian” entrou na minha vida e mudou a minha forma de olhar, de escutar e de ensinar. 💛
ResponderEliminarUma criança com paralisia cerebral, com grandes limitações motoras e uma visão muito reduzida, mas com tanto para comunicar. O seu sorriso era uma forma de nos encontrarmos.
Procurava a minha voz. Fui aprendendo de que lado devia apresentar-lhe os brinquedos e os objetos, para que pudesse aproveitar a visão que tinha. Fui percebendo que precisava de abrandar, observar e dar-lhe tempo.
Por vezes, entrava na sala sem sequer falar e ele já parecia saber que eu estava ali. Eu sentia que me reconhecia pelo cheiro. Fazia um “ah…” que, para mim, dizia: “Estou aqui. O que me vais apresentar hoje?”
Não posso saber ao certo o que queria dizer em cada momento. Mas sei o que aquele som significava na nossa relação: presença, encontro e uma oportunidade de comunicar.
Por isso, peço-vos: não desistam de nenhuma criança. Procurem a sua forma de dizer “estou aqui”. Deem-lhe tempo, oportunidades e alguém que acredite nas suas possibilidades.
Nem sempre os progressos cabem nas palavras ou nos registos com que os tentamos medir. Por vezes, estão num sorriso, numa resposta à nossa voz, num pequeno movimento que aprendemos a reconhecer.
Fui para lhe ensinar tantas coisas. E ele ensinou-me a estar mais atenta, a escutar de outra maneira e a reconhecer o valor de cada conquista.
Quando nos entregamos a esta relação, acreditando e procurando caminhos, também nós temos tanto para receber e aprender. 💛